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domingo, 20 de novembro de 2011

Curso da Kukkiwon traz excelência técnica a professores e mestres brasileiros

Terminou neste domingo a maratona que envolveu dois dias de intenso treinamento de poomsaes com o renomado grão-mestre da Kukkiwon, Lee Chong Kwan, e com o exame de equivalência de dan dos mestres brasileiros, realizado no terceiro dia, pela banca examinadora da entidade internacional.

No primeiro dia, o grão-mestre corrigiu os movimentos dos poomsaes de Taekguk O'djang a Chungkwong. Com muita paciência e total atenção aos taekwondistas brasileiros, Lee fazia as observações pertinentes às técnicas que deveriam ser treinadas e apresentadas no dia do exame.

O grão-mestre, de 61 anos, e que já está aposentado (e que abriu uma exceção para vir ao Brasil) se mostrava entusiasmado. Ele procurava deixar claro que entendia a particularidade dos movimentos próprios de cada estilo desenvolvido no Brasil ao longo destes mais de 40 anos, mas que tinha a obrigação de mostrar e exigir que os examinandos apresentassem seus poomsaes da forma com que a Kukkiwon tem cobrado nos exames que realiza.

No sábado, o treinamento tornou-se mais intenso ainda. Lee não deu trégua a ninguém e os poomsaes foram repetidos exaustivamente. Houve quem dissesse: “treinei nesses dois dias mais poomsaes do que em toda a minha vida de taekwondo”. Presentes ao curso, pude verificar muita gente boa e praticantes ainda com muita dificuldade. Fiquei impressionado em particular com a qualidade técnica do casal Márcio Louzada e Manoela Pontual, do Rio, bem como também da menina Érica do Distrito Federal. A qualidade dos movimentos deles se destacavam e denotavam o quanto estão treinando as formas do taekwondo.

Não posso deixar de dar destaque também ao que apresentou o mestre Renato Ribeiro, do Rio, nosso representante brasileiro em todos os mundias de poomsaes. Ele interagiu muito com o grão-mestre da Kukkiwon, pedindo respostas sobre diferenças na execução de técnicas exigidas pela entidade, as quais a WTF cobra de forma diferente.

No Domingo aconteceu a equivalência da graduação de cada mestre inscrito. Os postulantes à validação de dan nacional se apresentaram para a banca examinadora com muito empenho. Diferentemente do que a entidade internacional costuma cobrar em seus exames, desta vez a banca examinadora resolveu exigir que os mestres lutassem entre si. Algumas lutas pegaram fogo, mas com muito respeito e maturidade de todos.

Além da parte técnica, todos os mestres 6º e 7º dans vão ter ainda de enviar à CBTKD, no prazo de uma semana, uma tese de 10 páginas. A grande preocupação ficou por conta da notícia de que a graduação nacional pode ser ou não convalidada. Pior, o Porta-Voz da entidade, o português César Valentin, disse que, dependendo do exame, o postulante ao dan pretendido pode não receber o certificado com a graduação que postulou, mas sim com uma inferior.

Agora é aguardar pelo resultado que deverá ser publicado no site da Kukkiwon.

Natália dá a volta por cima e se classifica para as Olimpíadas

Marcus Rezende

Natália conquista a vaga para as olimpíadas de Londres e prova mais uma vez o que venho falando desde 2002 aos gestores da CBTKD: o taekwondo é um esporte individual e como tal deve ser tratado. Assim sendo, os atletas devem treinar com os seus próprios treinadores.

A nossa menina de ouro, desde o começo de sua carreira desportiva nunca se prendeu aos planejamentos desorganizados da entidade nacional ao longo destes 10 anos. Ela sempre teve ao seu lado os técnicos que ela mesma escolhia. Nunca aceitou interferência de comissão técnica alguma da entidade nacional, que não estivesse no seu próprio planejamento. O resultado disso foram as conquistas ao longo destes 12 anos de carreira. Vamos citar somente três: o Mundial Juvenil de 2000; o Mundial adulto de 2005 e a medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim, em 2008.

Natália ficou dois anos parada e quando retornou aos dojans foi buscar no norte-americano Jean Lopez, um dos maiores técnicos do mundo, o suporte para a classificação olímpica. Tentou a medalha nos Jogos Pan-Americanos, mas ainda estava sem totais condições físicas. Perdeu em sua primeira luta. Viajou para os EUA com o novo treinador, Reginaldo dos Santos, visando a preparação para a conquista da vaga neste dia 20 de Novembro.

Desembarcou no México, venceu a fortíssima cubana Glehnis Horta e nem precisou fazer a final com a Mexicana Maria Del Rosário Spinoza, que se absteve de lutar, deixando o título para a brasileira.

O Brasil reedita em Londres os mesmos atletas das Olimpíadas de Atenas, em 2004: Diogo e Natália.

Vamos ver se a lição é apreendida ou se a teimosia continua.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Esperança da única vaga feminina nos pés de Natália

Márcio Wenceslau e Kátia Arakaki perderam a vaga para as Olimpíadas de Londres.

Bem longe das previsões que fiz, ambos foram surpreendidos por atletas da Colômbia e Guatemala, respectivamente.
Katia conseguiu passar pela canadense Ivett Gonda, porém não resistiu a Guatemalteca Elizabeth Zamora, a qual se sagrou campeã da seletiva. Com Zamora também se classificaram (na categoria até 49 Kg) a mexicana Janette Alegria e a argentina Carola Lopez.
Já Márcio, depois de perder para o Colombiano Oscar Munhoz (campeão da seletiva), tentou a terceira vaga (na categoria até 58 Kg) na repescagem contra o Mexicano Damian Villa. Villa também caíu frente ao costa-riquenho Heiner Oviedo, que ficou com a segunda vaga para Londres. A terceira e última vaga ficou com o mexicano.
A esperança agora recai sobre os ombros de nossa maior estrela, Natália Falavigna.
Ficamos na torcida

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Primeiras lutas da seletiva definidas

Direto do México:

O atleta Márcio Wenceslau pegou baia na primeira luta e vai esperar entre
El Salvador e Guiana. Ele tem 4 lutas.
Katia Arakaki vai fazer a primeira luta contra Ivett Gonda, do Canadá, parada duríssima. Mas vamos torcer muito. Natalia, por sua vez, pega Honduras.

22h20min. A informação ainda não está no site da CBTKD.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nem tudo está perdido

Marcus Rezende

Apesar de um ano de resultados internacionais muito ruins para o taekwondo brasileiro, de decisões políticas pouco expressivas (no que tange ao marketing e ao fomento da modalidade) e da manutenção de um projeto de formação de seleção brasileira que há 10 anos vem dando errado, não podemos deixar de enaltecer o trabalho realizado, este ano, na organização administrativa da entidade. Um trabalho realmente de muito boa qualidade.

É importante que se diga que Isso se deve fortemente ao empenho de três profissionais muito competentes: o jovem Juliano Tomé, Superintendente Executivo (que tem organizado toda a documentação da confederação entre outros afazeres de grande relevância); Luiz Albulquerque, Gerente Administrativo (profissional inteligente, discreto, acessível e super-educado) e a recém-contratada, Carla Sofia Flores, excelente jornalista que vem desempenhando o papel de assessora de imprensa e mantendo o site da entidade atualizado com informações relevantes.

Para não dizer que a política ficou no vazio, destacamos como feito de relevância (apesar dos contratempos) a vinda dos examinadores da Kukkiwon ao Brasil, que estarão realizando neste final de semana um seminário de atualização das formas técnicas do taekwondo e referendando em um exame especial as graduações dos mestres brasileiros.

Vamos torcer para que em 2012 as decisões políticas da presidência e da direção técnica tenham a mesma expressividade das realizações burocratico-administrativas.