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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Rússia busca lugar no pódio Olímpico


Fotos: mediazadov.ru /riu.ru /riadgestan.ru

A jovem equipe russa não leva para Londres nenhum atleta favorito à medalha de Ouro, porém todos os quatro classificados vão dar muito trabalho aos mais cotados. 
Em constante processo de renovação, o time russo tem o atleta mais velho com 27 anos e o mais novo com 18.
Kristina Kim, da categoria até 49 Kg, tem 24 anos. No currículo, êxito apenas no Aberto da Alemanha em 2011. Subir ao pódio nesta olimpíada não será tarefa fácil para ela, em vista da qualidade de suas adversárias: a chinesa Wu Jingyu, a croata Lucija Zaninovic, a taipé chinesa Chun Yang Shu e a veterana espanhola Brigitte Yagüe. A técnica de Kristina é vistosa e a movimentação antecede a disparos com a perna da frente (esquerda) em nerios antecipados (chute de cima para baixo) e an tchaguis (de fora para dentro em forma de parábola).
Outro jovem atleta, recém-saído da categoria juvenil, é Aleksey Denisenko, de 18 anos. Ele vai lutar na categoria até 58 Kg. Venceu os abertos da Inglaterra e da Rússia em 2010; de Paris 2011 e a Seletiva Europeia para Londres. Esta última competição deixou um sinal de alerta para os adversários, pois Aleksey venceu, na final, o bicampeão mundial Joel Bonilla. O estilo de luta do jovem atleta russo está bem adaptado ao novo sistema eletrônico de pontuação. Mantém a perna direita à frente, fazendo uso de escoras e bandais.
 
 O mais velho dos quatro é Gadzhi Umarov, 27 anos, que luta no peso pesado, acima de 80 Kg, e que pede passagem para o pódio olímpico por ter ficado em segundo lugar na Seletiva Mundial de 2011, quando desbancou o italiano Carlo Monfeta e o chinês Xiabo Liu. Umarov mantém a perna direita atrás e trabalha com a da frente (esquerda). Porém, quando dispara o chute de trás, por vezes ameaça o colete, mas, em seguida, sem pôr o pé no chão, busca o rosto.
Outra atleta perigosa e que pode cruzar o caminho da brasileira Natália Falavigna é Anastasia Baryshnikova, de 21 anos, que luta no peso acima de 67 Kg. Campeã Europeia Junior de 2009 e bicampeã europeia adulto (2010 e 2012), tem como característica manter a perna direita atrás e por meio dela fazer uso do nério tchagui disparado de trás (chute que sai de cima para baixo). Porém, demora-se a decidir quando atacar e acaba aproximando-se em demasia, o que facilita o ataque adversário. Se a brasileira Natália Falavigna a enfrentar, deverá aproveitar-se destas aproximações para disparar seus golpes antecipadamente.

Você sabia

Que a legislação desportiva proíbe que dirigentes de entidades de administração ocupem cargos ou funções em outras entidades, sobretudo remuneradas? E que a CBTKD desrespeita tais preceitos quando indica dois presidentes de federação (Fernando Madureira e Alberto Jr. Maciel) para continuarem nos cargos de treinadores da Seleção Brasileira com salários de R$ 5.500,00, pagos pela Petrobrás, através do Instituto Passe de Mágica?
E que ambos ocupam esta posição desde 2011? 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sempre temida, Coreia vai a Londres com o que tem de melhor


Fotos: Tdkcnn.com / sportsseul.com / wtf.org / taekwondodata
Foto montagem: Júlia Rezende

É comum atletas coreanos, que acabam se classificando para as principais competições internacionais, nem sempre terem um currículo tão invejável como o de atletas de outros países. Isso por que na terra do taekwondo há uma enorme renovação. Passar pela seletiva coreana e se credenciar a representar o país não é tarefa fácil.

                                    Kyung Seon Hwang, In Jon Lee, Hoon dae Lee e Min Don Cha
A Coreia está levando a Londres o time completo e para isso bastou a Seletiva Mundial, na qual classificou os quatro atletas participantes (limite máximo), duas mulheres (-67 kg e + 67 kg) e dois homens (- 58Kg e + 80 Kg).
Kyung Seon Hwang, de 27 anos, apesar de não ter conquistado a vaga na Seletiva Mundial, acabou tomando o lugar de Mi Kyung Kim (vencedora da seletiva mundial) e vai lutar na categoria até 67Kg e tentar conquistar a medalha de ouro e repetir o feito das Olimpíadas de Pequim. Bicampeã Mundial (2005 e 2007), esta excelente atleta trabalha bem com as duas pernas, variando as técnicas e proporcionando sempre um belo espetáculo. As principais adversárias são a canadense Karine Sergerie, a alemã Helena Fromm e a britânica Sarah Stevenson.
Outra postulante ao pódio é In Jon Lee, que acabou tomando o lugar de Bom An Sae (+ 67 Kg e que se classificou na seletiva mundial). Lee é vencedora do Campeonato Asiático de 2012. Esta atleta pesada tem um modo de lutar muito bem adequado às novas regras e sobretudo ao protetor eletrônico, pois usa de boa movimentação e sabe trabalhar competentemente a perna da frente (esquerda) com a qual desfere tolhos no rosto antecipados. Apesar de não ter logrado êxito em competições anteriores, está entre as favoritas ao pódio, isso porque a favoritíssima ao Ouro, a francesa Gwladys Èpangue, sofreu uma lesão e não irá a Londres, fato este que faz aumentar as chances de medalha da brasileira Natália Falavigna.
No Masculino, o país está levando o jovem Hoon Dae Lee de 20 anos, campeão mundial de 2011 e asiático de 2012. Ano passado mostrou sua força ao despachar, em casa, no Mundial, duas feras: o iraniano Reza Naderiane o tailandês Nacha Punthong e vencer na final o britânico Michael Harvey. Porém na seletiva mundial olímpica ficou em terceiro.
Hoon gosta de lutar mantendo a perna direita à frente e com ela desenvolve toda a estratégia de luta. Não é atleta de esperar o contra-ataque. Parte pra cima esgrimando com a perna da frente, buscando o disparo contundente com a de trás.
Completa o quarteto coreano o peso pesado Min Dong Cha de 26 anos.
Vencedor do Asiático Juvenil em 2003, teve seu maior êxito nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, quando ficou com a medalha de Ouro. Venceu também a Seletiva Olímpica Mundial em 2011 e o Asiático deste ano. É o favorito ao bicampeonato olímpico, mesmo tendo na cola feras como o Russo Gadzhi Umarov, o turco Bahri Tanrikulu, o italiano Carlo Monfeta e os gigantes de mais de dois metros Daba Modiba, de Mali, e Alexandros Nikolaidis, da Grécia.


Você sabia:
que a CBTKD alterou o sistema de pagamento para competições organizadas por seleções estaduais. Antes pagava-se uma taxa por cada equipe inscrita e se a Federação levasse somente quatro atletas, aí sim, o pagamento era individual. Para o Brasileiro Juvenil, Infantil e Sub 21 mês que vem, o pagamento será exclusivamente individual: R$ 105,00 por atleta. O que sempre foi uma responsabilidade da entidade estadual, provavelmente agora será  dos atletas que quiserem participar.

domingo, 24 de junho de 2012

EXAME DE FAIXA uma OPORTUNIDADE PARA OPORTUNISTAS


Marcus Rezende

Faz tempo que eu não falo sobre o assunto Exames de Faixas no Brasil, que se configura no grande negócio de espertalhões que exploram o trabalho alheio alegando estarem dentro da legalidade e respeitando um regulamento criado por eles mesmos.
É como se o REI dissesse assim: “Meus ELEITORES eu criei um regulamento dando todos os poderes sobre os exames de faixa a vocês. As taxas têm que ser pagas a vocês. Será que vocês aprovarão este regulamento?” São 27 ELEITORES. 
Diga aí ELEITOR se você é contra.
Eu fico impressionado como não sentem vergonha, estes que se dizem mestres de taekwondo e mesmo grão-mestres, quando retiram de outros mestres, que vivem do trabalho de ensinar (mas que não são dirigentes), percentuais de uma taxa de exame estabelecida pela própria federação que ele dirige.
Os valores são publicados nos sites das entidades e o dirigente realiza as ilegalidades ou imoralidades (como queiram) sem nenhum sentimento de culpa. A Federação cria a sua casta de mestres examinadores, os quais são intitulados arautos do conhecimento maior das técnicas do taekwondo, em detrimento de outros mestres brasileiros que não podem examinar seus faixas pretas.
Eu fico observando esta COISA NOJENTA e me dá uma enorme tristeza, pois o discurso deles é elaborado tão porcamente que somente os tolos se submetem. A desculpa é sempre a mesma: a federação é responsável pelo bom nome do taekwondo e existem muitos mestres incompetentes ensinando e examinando e a federação não pode deixar isso acontecer.
Aí, os que não se submetem às regras são marginalizados, porém não deixam de ensinar; apenas param de incentivar que o aluno queira ser competidor. Quem é que perde? O taekwondo competitivo brasileiro.
Então, diante do exposto, eu sugiro: por que não mudam a fórmula? Façam o seguinte: criem suas bancas examinadoras, mas não cobrem nenhuma taxa de exame; cobrem somente a taxa de registro na federação e deixe que a taxa de exame seja de responsabilidade do mestre direto daquele aluno examinado. Se ele quiser cobrar R$ 10 pelo exame de Preta, o problema é dele, da mesma forma que se quiser cobrar R$ 10 mil. Daí eu quero ver se os arautos vão fazer questão de formar uma banca examinadora pelo bom nome do taekwondo.
Os que estão no poder, hoje, e que não querem mexer no jogo, se arrepiam quando alguém vem com esse tipo de assunto. 
Os dirigentes, na certeza de que vão permanecer no poder, teimam em atrelar os exames de faixas às competências administrativas da entidade estadual. Porém não conseguem deixar a coisa redondinha, pois ela é quadradinha e não se encaixa à legalidade.
E nessa toada ficamos nesse joguinho de entidades fracas e chantagistas, todavia com um taekwondo marcial  seguindo com vida própria, pois os alunos não largam o mestre porque ele deixou de participar das atividades da federação.
Tolo mesmo é quem acredita nisso.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Seleção dos EUA vai a Londres com Steven Lopez atrás da terceira medalha de ouro no taekwondo


Quem pode duvidar da força do taekwondo dos EUA, quando entre os atletas está nada mais nada menos do que um bicampeão Olímpico e penta campeão mundial?

                                                               
                                 Foto: www.teamusa.orgTerrence (esquerda), Diana, Paige e Steven                                                                                      
              
Esta forte equipe, que vem completa com os quatro atletas, traz na categoria até 68 Kg o talentoso Terrence Jennings de 25 anos. Terrence é treinado por Juan Moreno (ex-atleta dos EUA, campeão da Copa do Mundo de 2000) e caracteriza-se pela movimentação e bom trabalho de steps. Tem no currículo as medalhas de Ouro no Open da Alemanha de 2004 e da Espanha de 2010. As características técnicas deste atleta estão nas entradas rápidas de miro tchagui com a perna direita, antecipações em nerios tchaguis com a perna da frente e tolhos tchaguis antecipados com a direita. Em minha opinião, tem chances remotas de medalhas. Mas tratando-se de atletas dos EUA, não seria surpresa uma medalha de bronze.
Paige MacPherson da categoria até 67 Kg, tem 21 anos, também tem como técnico Juan Moreno. Ela é uma das novas promessas norte-americanas. As melhores colocações dela em campeonatos foram as medalhas de Ouro no Pan-Americano Juvenil de 2007 e Pan-Americano adulto de 2008.
Pode até surgir uma medalha de bronze para ela, mas particularmente eu não acredito nisso, apesar de ser uma atleta muito promissora. Faz bom uso da perna esquerda e tem habilidade para desferir chutes seguidos no rosto e mudar o curso de uma luta.
As medalhas olímpicas estão realmente depositadas nos irmãos Steven e Diana Lopez, ambos treinados pelo irmão Jean Lopez, de 39 anos, bicampeão pan-americano (92 e 94).
Steven Lopez tem 33 anos e um currículo que dificilmente será batido por outro atleta da modalidade. Ele é penta campeão mundial e bicampeão olímpico e ainda com grandes chances de novamente levar a medalha de Ouro em Londres. Não é preciso tecer cometários sobre as técnicas deste ícone do taekwondo mundial.
A irmã, Diana Lopez, de 28 anos, também tem resultados expressivos. Ele foi bicampeã mundial juvenil (98 e 2000) e entre outras conquistas, arrebatou a mais importante da carreira: o Mundial de 2005. Muito alta para a categoria, faz da movimentação intensa uma arma importantíssima, pois encurta e aumenta a distância de forma muita rápida o que exige do adversário atenção absoluta ao ataque que pode surgir a qualquer momento.

Enquanto isso, na terra de dublê de administrador, a CBTKD parece que não vai levar a equipe brasileira ao Campeonato Sul-Americano por falta de verbas. A notícia, logicamente, não está no site da entidade, mas pode ser conferida abaixo:


você sabia:

Que nesta terça-feira a CBTKD desfiliou a Federação de Taekwondo do Estado do Rio de Janeiro em favor da nova Federação Esportiva Fluminense de Taekwondo/ RJ (FEFLUTKD/RJ)? A fonte me reservo no direito legal de omitir.
Ou seja, a 4ª Etapa do Estadual neste final de semana, que provavelmente está sendo organizado pelos destruidores da própria entidade destruída, já é de uma entidade desfiliada. Deveria ser constrangedor receber inscrições para uma entidade destituída. 
A pergunta que não quer calar: para onde vai o dinheiro recolhido?
LOUCURA, LOUCURA, LOUCURA!!!

terça-feira, 19 de junho de 2012

China: a força vermelha do taekwondo

Fotos:
2008teamchina.olympic.cn /
em.mastaekwondo.com
  O forte taekwondo chinês vai para as Olimpíadas de Londres com três atletas. A mais leve é Wu Jingyu (E), até 49 Kg, de 25 anos.  Para mim, é a favoritíssima ao bicampeonato olímpico. Sou fá desta atleta cujos recursos técnicos resgatam a beleza de um taekwondo vistoso e de plasticidade ímpar. Vai lutar referendada por uma bela trajetória iniciada em 2004, quando arrebatou o Mundial Juvenil. Depois venceu o Mundial adulto de 2007, se consagrando com a medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim em 2008. Em 2010 ganhou o Campeonato Asiático e em 2011 o Mundial e a Seletiva Olímpica para Londres. Este ano venceu de novo o Asiático. Dizer o quê mais?
Wu Jingyu tem como característica manter grande distância do adversário e disparar rápidos nerios tchaguis (chutes cuja trajetória é de cima para baixo).
Outra fera chinesa vem da categoria até 57 kg. É Hou Yuzhuo (acima) de 24 anos, também com grandes chances de subir ao pódio, pois é bicampeã mundial (2009 e 2011) na categoria até 57 kg.
Yuzhuo luta mantendo a perna direita atrás e utilizando bandais de trás de forma sequencial. Busca, na base aberta, aplicar nerio tchagui de direita. Uma de suas técnicas é fingir que vai girar, mas a intenção é aplicar outro chute. Todavia, em minha opinião, as favoritas ao ouro nesta categoria são Anna Zaninovic da Croácia e Tseng Pei Hua, da China Taipei.
Liu Xiaobo da categoria acima de 80 Kg tem 28 anos (Em cima à direita). Em minha opinião não tem chances da medalha de Ouro, que deverá ficar com o coreano Dong Min Cha. Porém, tem chances de subir ao pódio. Foi vencedor do Campeonato Asiático de 2008 e vencedor da Seletiva asiática para os Jogos Olímpicos de Londres.
Ele gosta de lutar mantendo boa distância. Deixa geralmente a perna esquerda atrás com a qual dispara o bandal encurtado. Com a perna da frente opta por tolho no rosto e escoras. Quando troca de base, mantém praticamente o mesmo padrão estratégico de luta.