quinta-feira, 2 de setembro de 2010

RIO: CAPITAL DO TAEKWONDO ATÉ 2016

Lembro-me que dois anos antes do Pan do Rio as competições nacionais de taekwondo, em sua grande maioria, estavam sendo realizadas em outras capitais. Um erro gravíssimo em se tratando de estratégia de marketing.

Agora temos as Olimpíadas daqui a seis anos e parece que a CBTKD ainda não está atenta a esta questão. O Gerente de Esportes, o Diretor Técnico e o Presidente Jung Roul Kim precisam, até 2016, fazer do Rio de Janeiro a capital do Taekwondo. Os presidentes de Federações precisam dar a sua contribuição, pelo menos não se importando e compreendendo o momento estratégico que estamos vivendo. É urgente encher o Rio de eventos competitivos. Será bom para todo mundo. Todos vão ganhar; queiram ou não, gente, a grande mídia, nacional e internacional, vai estar de olhos nos esportes olímpicos que estiverem acontecendo por aqui. Ademais, nestes seis anos, teremos a grande oportunidade de fazer o que não se fez em 40 anos, no que diz respeito ao fomento da modalidade. A CBTKD tem que propagar a modalidade. Esta é a hora de incentivarmos nossos professores. Chegou a hora de a CBTKD fazer alguma coisa por quem trabalha na ponta, na formação do campeão do futuro.

É importante assumir a responsabilidade e deixar de joga-la para outras cidades. O momento é único e não pode ser desperdiçado. Vejamos, como exemplo, o episódio da Copa do Brasil que seria realizada aqui e que, na última hora, foi levada para a cidade de Maringá (PR). Ora, por mais bem organizada que a competição seja, a mídia por lá não terá o mesmo peso.

Mas isso também se a mídia for avisada.

Agora, por exemplo, neste momento, a equipe de planejamento (se é que a CBTKD criou tal equipe) deveria estar reunida definindo o calendário de competições para 2011 e 2012, contemplando a cidade do Rio como sede dos principais eventos de Taekwondo. O local ou locais dos eventos já deveriam estar fechados e os projetos de patrocínio já encaminhados às grandes empresas cujas verbas destinadas à propaganda e ao marketing para 2011 são definidas no máximo até novembro deste ano.

Mas a CBTKD ao longo de todos esses anos tem insistido em fazer tudo às avessas.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sites que devem ser visitados

Os taekwondistas de todo o país hoje têm a chance de ficar muito bem informado sobre tudo o que está acontecendo no taekwondo brasileiro e internacional. O site Bang, que surgiu como o portal da notícia e quase absoluto, hoje começa a dividir o espaço com outros bons endereços que nos presenteiam também com informações atualizadas.

Sugiro ao leitor pôr em seus “Favoritos” dois sites muito interessantes para consultas diária e semanais. O primeiro é o tkdlivre.com, que nos traz os bastidores das notícias, e isso com uma visão política bem corajosa e reflexiva. O segundo, que surgiu há pouco tempo, é o taekwondonews.com.br. Um site muito bem diagramado e gostoso de ler. Vale a pena conferir.

sábado, 7 de agosto de 2010

Dicas de fomento

Marcus Rezende

Quando se fala em fomentar o taekwondo - para que tenhamos no futuro, além de atletas, muitos praticantes dessa belíssima arte marcial -, podemos propor ações simples e de bons resultados, sem grandes gastos adicionais às entidades responsáveis pelo desenvolvimento da modalidade.
Vamos aqui propor duas delas cujas realizações certamente trariam retorno de fomento muito importantes.
Em primeiro lugar, a entidade responsável precisa ter um site atualizado. É por esta ferramenta, na verdade, que o internauta interessado no TKD vai conhece-lo e perceber sua organização. O site é, sem dúvida, o próprio endereço de uma associação ou federação; é quase sempre considerado a sede da entidade. Quanto mais organizado, com tudo o que a tecnologia hoje pode oferecer, mais impressionado ficará o futuro praticante que procure conhecer a modalidade por meio do site.
Um dos links que não podem faltar no endereço eletrônico é o que informa onde o futuro praticante pode treinar o taekwondo.
Daí por diante o caminho fica livre para se sair em campo e fazer com que as academias e clubes comecem a receber novas matriculas. A ação mais interessante é apresentar ao público o que ele realmente vai aprender a curto e médio prazo. Diferentemente do que muitos acreditam como resultado eficaz, a demonstração tradicional com piruetas e quebramentos pirotécnicos pode até impressionar a quem assiste. No entanto, o leigo não se enxerga realizando aqueles movimentos. O ideal, na verdade (e foi o que eu e meu grande amigo Ricardo Andrade fizemos em Niterói e com bons resultados para a nossa Escola HO Kwan) é convidar professores com seus alunos de todas as graduações para um aulão em lugares onde há grande fluxo de pessoas – para que, organizadamente, apresentem o taekwondo àqueles que ainda não o conhecem ou tão somente o vejam como um esporte de protetores e bandais pouco eficientes enquanto arte marcial.
No entanto, o segredo desta aula está na organização. É preciso entender que as pessoas que vão passar pelo local, podem ficar assistindo o tempo inteiro, mas também podem parar somente por dois minutos e ir embora. O organizador do aulão precisa fazer com que o apressado, em dois minutos, consiga ver tudo o que se pratica em uma aula de taekwondo. Os alunos precisam ser divididos em grupos. Um, treinando movimentos básicos; outro, fazendo (no frente a frente) movimentos de ataque e defesa (Ham Bom ou Se Bom); mais adiante, outro fazendo poomsae; e ainda dois outros: um chutando raquete e o outro fazendo luta de competição ou luta de arte marcial (sem protetor). Cada grupo obviamente dirigido por professores. O sujeito irá sair do local com uma visão ampla da modalidade.
O local do aulão teria de ser ornamentado com pelo menos dois baners da entidade com os seguintes dizeres:
“ Saiba onde praticar Taekwodo. Acesse o site...”. Ainda assim, dois voluntários estariam no local com panfletos informativos da entidade em cujo texto estaria exposto os endereços das academias ou clubes onde se pode praticar o taekwondo.
Diante do que foi mencionado, eu pergunto: tal ação despende de grandes gastos? Lógico que não. É só querer e partir a campo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mais Educação alça voo em Niterói

Quando o MEC lançou o Projeto Mais Educação, vislumbrando dar aos jovens estudantes da rede pública de ensino uma atividade desportiva e cultural dentro do próprio ambiente escolar, contemplou como uma dessas atividades o taekwondo. A CBTKD recebeu a idéia do MEC e um projeto criado pelo mestre Jadir Fialho (que desenvolve há anos um belo trabalho no subúrbio do Rio) o qual deveria ter servido de modelo. No entanto, burocratizaram o projeto e ele não saiu da intenção da CBTKD. Resultado: o Mais Educação para o taekwondo não vem acontecendo com a amplitude que deveria.

Todavia, em Niterói, o mestre Ricardo Andrade (foto), da Escola Highway One, sem precisar se apoiar em nenhuma entidade foi procurado pela direção do Colégio Estadual Guilherme Briggs para desenvolver o Taekwondo no Mais Educação. “Eles chegaram ao meu nome através de pesquisa e indicações pelo trabalho que realizo na cidade desde 1992”, explica.

Ricardo foi chamado para uma reunião, oportunidade em que tomou conhecimento do que estava disponível para o Taekwondo. “Temos à nossa disposição uma sala, com piso oficial, protetores tibiais, de ante-braço, de tórax e de cabeça, além de um saco de pancada”, ressalta o mestre, acrescentando ainda a verba para alimentação dos alunos e ajuda de custo aos instrutores da Escola HighwayOne.

São 150 alunos divididos em cinco turmas, com 30 alunos cada (número máximo permitido), bem como uma fila de espera, com outros alunos do colégio aguardando desistências para poderem se integrar ao projeto.

Em tempos de preparação para as Olimpíadas, a Confederação Brasileira de Taekwondo deveria se mirar no exemplo do mestre Ricardo Andrade e envidar todos os esforços para facilitar a entrada da modalidade dentro dos colégios. E olha que se isso ocorresse, o taekwondo do Brasil não teria instrutores suficientes para suprir a demanda.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Tentando ajudar o taekwondo do meu país

Marcus Rezende

Temos daqui até as Olimpíadas 6 anos para tentarmos de verdade disputar medalhas olímpicas. Isto porque para os Jogos de Londres, em minha opinião, somente a Natalia, atualmente, reúne atributos já solidificados.
Dos atletas de alto nível do país, Natalia é a única que vem pautando seu trabalho na certeza de que em 2012 novamente estará podendo repetir o feito de 2008.
Mesmo que já tardiamente, o Brasil ainda poderá ter chances em 2016 se começar o trabalho agora. As chances só existem porque teremos todas as categorias sem precisar disputar nenhuma seletiva classificatória, pois se isso fosse necessário, lamentavelmente os seis anos seriam poucos.
Se continuarem a pensar que o caminho está unicamente no trabalho junto às Seleções Juvenis, imaginando que esses meninos, e tão somente eles, é quem vão representar o Brasil, vamos amargar mais uma decepção. A receita para o que deve ser feito é simples. E não é invenção, é calcada em realidade.
Passos que considero importantes:
- A CBTKD tem que urgentemente criar uma campanha para aumentar o número de praticantes no Brasil. Isso é basal;
- Criar urgentemente um ranking objetivando a formação dos cabeças-de-chave em competições nacionais; é a chance do faixa-preta desconhecido e sem ranking ter a chance de lutar nas seletivas com atletas brasileiros conhecidos. O resultado disso é o indubitável ganho técnico desse atleta sem pontuação no ranking;
- O regulamento de ranking divulgado recentemente não atende totalmente às necessidades de balizamento dos principais nomes do Brasil. Precisariam, de imediato, no mínimo, juntar os resultados de 2009 e 2010 e já lançarem a pontuação que correrá em 2011. Isso dará orgulho aos atletas que já representaram o Brasil, colocando-os em posição de destaque nas chaves de todas as competições. Ou seja, é a certeza de que os principais atletas não vão se enfrentar de cara; é a certeza de que os atletas inexperientes lutarão com os melhores (seria a CBTKD proporcionando experiência internacional aos iniciantes dentro do próprio Brasil) Agora, se o ranking não for para determinar o posicionamento dos atletas nas chaves, esse ranking já vai nascer morto.
- Fim de uma Seleção para o ano inteiro. Um erro cavalar. Não entendo como continuam fazendo isso.
- Seletivas abertas para decidir as vagas para as competições internacionais (Etapa aberta e etapa fechada). Na aberta, em vez de dificultar a participação de agremiações e seus atletas, estimula-la e facilitá-la. Na fechada, com os 3 primeiros colocados da aberta, faze-la em forma de rodízio. A Competição aberta pode ser um Open tradicional, o Interclubes ou mesmo outra a fazer parte do calendário de todos os anos. A Fechada seria o evento para a televisão, pela certeza de grande lutas.
- O Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, em hipótese alguma, poderiam ser seletivos. Isso seria a manutenção do que considero um dos grandes erros da CBTKD. Todavia, os vencedores ganhariam pontos no ranking nacional. É preciso convencer os presidentes das federações de que a função da entidade estadual não é a de formar seleções estaduais. Suas responsabilidades são outras. Como é difícil entenderem isso. Querem por que querem participar de uma festa que deve pertencer às equipes, aos treinadores do Brasil e aos atletas.
- Deixar que o atleta da Seleção Brasileira trabalhe com liberdade com o seu próprio grupo multidisciplinar, a exemplo do que faz Natalia Falavigna. Os técnicos da Seleção ficariam na incumbência de conhecer as características dos atletas, para ajuda-los na hora da competição internacional.
Medidas simples e eficazes que podem acontecer adicionadas a outras iniciativas.
É isso aí. Só tentando ajudar o taekwondo do meu país.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Carta ao COB

Abaixo a carta que enviei a alguns dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro.

Certo ou não, prefiro errar pela ação do que pela omissão de ver as coisas no taekwondo brasileiro acontecerem de forma ilegal e ficar calado.

Marcus Rezende


Ano passado ingressei com um pedido no Ministério Público Federal para que investigassem e propusessem uma ação na Justiça Federal contra a Confederação Brasileira de Taekwondo, em razão de a entidade se estabelecer como responsável pelos exames de graduação de faixas-pretas em todo o país em parceria com as 27 federações estaduais. A entidade oficializou nos estatutos das entidades de administração ganho financeiro por meio de taxas de exames com exclusividade àqueles que os presidentes das entidades indicassem como examinadores oficiais. Sendo que os indicados são eles próprios.

Pelo Estatuto, somente os presidentes podem indicar as pessoas que vão compor as bancas examinadoras e receber as taxas de exames. Eles alegam a necessidade de um controle técnico dos faixas pretas que estão se formando. Uma pseudopreocupação que esconde a clara intenção de obtenção de lucro com as taxas de exames.

O resultado desta situação anacrônica está se configurando em um grande afastamento de praticantes de taekwondo das entidades de administração.

Entendendo o surgimento das taxas de exame

Essas taxas concebidas como honorários foram criadas pelo fundador do taekwondo, quando vislumbrou difundir mundialmente a modalidade e mandar os peritos coreanos para diversos países do mundo, na década de 60. Ele sabia que, como profissional de uma modalidade marcial, na velhice, não teriam a mesma saúde para ensinar da mesma forma. Os exames de faixa, então, foram criados como uma forma de pecúlio, visando uma aposentadoria a esses mestres, a ser exercitada de forma distributiva conforme a graduação de cada instrutor, professor ou mestre. Uma receita da qual o faixa-branca que no futuro viesse a fomentar a modalidade também usufruiria em patamares condizentes com a graduação que obtivesse.
Para um entendimento mais claro, quando os coreanos chegaram ao Brasil na década de 70, trouxeram essa instituição chamada exames de faixa, mas não fizeram essa distribuição. Os alunos desses mestres ao se formarem faixas pretas - e darem início ao fomento da modalidade -, ensinando em academias, escolas e clubes, ainda não tinham graduação para examinar os próprios alunos. Quem desempenhava este papel era o próprio mestre coreano, o qual recebia integralmente as taxas sugeridas por eles próprios sem repassar um tostão ao professor-discípulo.

Entidades desportivas respondendo

No início da década de 80, ao criarem as primeiras entidades desportivas e perceberem que os alunos de ontem se tornariam mestres em futuro próximo (e que, portanto, exigiriam as mesmas prerrogativas), trataram de atrelar a questão dos exames aos estatutos, fazendo dos dirigentes os donos dos exames.
Atualmente, todos os professores e mestres do Brasil, que não são dirigentes, ficam impedidos de examinar. Estão reféns de presidentes de federações. Diversos professores e mestres que fazem trabalhos excelentes na formação de atletas estão se vendo obrigados a entregar seus alunos para serem examinados por tais dirigentes, como condição para que possam se registrar nas respectivas federações e disputarem as competições seletivas, visando fazer parte da Seleção Brasileira.
A conseqüência desse disparate se constata na evasão enorme de atletas. Grande parte dos professores e mestres do Brasil está deixando de lado o Olimpismo para se dedicar integralmente à arte marcial pura e simplesmente.
O COB precisa realmente saber o que está acontecendo para perceber o porquê da diminuição na quantidade e na qualidade dos atletas de taekwondo do Brasil. Alguns presidentes de federação atuam como verdadeiros tiranos e impedem que o taekwondo competitivo se desenvolva.
Muitos técnicos estão abdicando de preparar atletas, por não aceitarem essa situação. Em tempos de preparação para 2016, estamos vivenciando um total desinteresse por parte de professores e mestres em fazerem de seus alunos praticantes competidores. Isso tudo por conta dessa anomalia que se transformou os exames de faixa no Brasil.
Tais exames de faixa atrelados aos estatutos impedem o desenvolvimento do taekwondo olímpico. E é simples de entender: os professores e mestres do país não estão mais se interessando em preparar atletas para competir. E isso é denoso para o Olimpismo.

Desde já, agradeço a atenção dispensada, na certeza de que o Comitê Olímpico Brasileiro saberá como equacionar tal situação cuja autonomia é da própria CBTKD, mas cujas sequelas acabam respingando um pouco no COB, já que o esporte olímpico TAEKWONDO está sendo francamente prejudicado.

Marcus Rezende

sábado, 5 de junho de 2010

COB pode intervir na CBTKD pela questão boba de não se aceitar atletas da LIGA nas competições

Essa questão da LIGA é algo tão fácil de se resolver que eu fico a pensar: será que as pessoas que estão à frente de nossas federações são incompetentes ou existe má fé explícita? Sejamos objetivos. O que é uma LIGA? É uma entidade de administração, certo? Portanto, como tal, por si só, já possui legitimidade. O que é uma federação? Também é uma entidade de administração, da mesma forma que as associações. A diferença é que a federação estadual é quem tem legitimidade para votar nas Assembléias da CBTKD.
Todas estas entidades cuidam de uma modalidade esportiva e marcial chamada taekwondo. E ensinam a mesma coisa. Por que então dificultar a entrada de uma Liga nos quadros de uma federação e da CBTKD para que os atletas daquelas entidades, que desejarem, disputem as competições estaduais promovidas? Não há explicação plausível para tal impedimento. Tal negativa chega a ser até um tanto burra.
A Federação poderia muito bem aceitar a filiação da LIGA estadual (ou como filiada ou tão-somente como entidade vinculada), bem como o registro dos praticantes, alunos dos professores e mestres daquela entidade. Qual o problema? A legitimidade das graduações da LIGA? Isso é com eles. A Federação não precisa se meter nessas questões internas. Pra quê? Eles permanecem com a vida própria deles, organizando os seus eventos normalmente. A entidade estadual por sua vez apenas cumpre o seu papel social dentro das premissas Olímpicas. Na verdade, a federação só tem a ganhar com isso. O praticante da Liga é quem terá taxas a mais a pagar.
Existe uma sensação de que alguns dirigentes querem que o taekwondo seja exclusividade de uma só entidade. Gente, estamos no Brasil. A Lei daqui é clara nesse aspecto. O COB está começando a perceber o isolamento imposto a diversos praticantes de taekwondo. Isso pode gerar um problema sério.
Do lado da CBTKD, o presidente, grão-mestre Jung Roul Kim, poderia facilmente acabar com este problema aceitando além da LIGA em seus quadros (o que não daria absolutamente a ela poder de voto), o registro e a participação dos atletas desta entidade nas suas competições seletivas.
Feito isto, acabava-se o problema.
A menos que no meio desse impasse estejam os EXAMES DE FAIXA PRETA cuja fatia os dirigentes das federações não abram mão de abocanhar. Aí é outra história.
No fundo, no fundo, a impressão que me passa é de que tudo está ligado A ISSO.

Conclusão: Sempre os exames a impedir que a coisa ande.