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sábado, 4 de janeiro de 2014

Guilherme Félix: a seleção brasileira peso-pesado

Marcus Rezende
 Guilherme (de branco) forma a elite do taekwondo mundial

Desde o ano 2000, venho dizendo que o sistema desportivo no Brasil está completamente equivocado. De lá pra cá, na minha humilde opinião, as coisas pioraram, pois as entidades de administração no Brasil ainda não conseguiram entender o papel que devem exercer junto aos atletas de taekwondo de alto rendimento, tampouco que ações precisam realizar efetivamente para fomentar a modalidade.
                                                                           
 Ao desbancar figurões do  taekwondo mundial, chegar a final e quase vencer o Grand Prix inaugural na Inglaterra (só não conseguindo porque a arbitragem resolveu no finalzinho da luta empatar um placar de 2 x 1 favorável ao brasileiro, e levar a luta para a prorrogação vencida pelo inglês que aplicou um questionável soco no colete do brasileiro), Guilherme Félix, de 24 anos, da Brazil Taekwondo Team (treinada pelo mestre Frederico Mitooka) acabou, subliminarmente, dando um recado à cartolagem brasileira cujo teor poderíamos traduzir assim: Não nos atrapalhem que as medalhas virão.   
   Com o resultado do Grand Prix de Taekwondo, o brasileiro conquistou 48 pontos no Ranking Mundial e se posicionou na 16ª colocação. Um passo enorme à vaga Olímpica de 2016.
  E olha que a vida deste atleta não foi nada fácil em 2013. Logo no início do ano, por conta de uma lesão, precisou se submeter a uma cirurgia e se manter em sessões de fisioterapia para voltar aos treinos o mais rápido possível. Voltou a treinar, mas a fisioterapia continuava.
A programação física e técnica era organizada por Mitooka, jovem treinador paranaense, radicado em Piracicaba, interior paulista. A ele a CBTKD deveria premiar pelos relevantes serviços prestados ao taekwondo de alto rendimento deste país.
Guilherme Félix disse que, em pareceria com o treinador, definiu as competições que deveria disputar em 2013.
“Decidimos juntos quais principais eventos que temos que priorizar na programação, pois pensamos que nosso corpo não consegue estar no seu ápice para lutar em todos os eventos”, explica o atleta, ressaltando que no período pós-cirúrgico precisou estabelecer qual seria a meta para 2013.
Desde que o dinheiro público, em 2002, passou a remunerar atletas no Brasil por meio da CBTKD e mais recentemente com verbas da Petrobrás, os treinadores brasileiros passaram a ter dificuldades com seus atletas, pois no meio do caminho havia a Comissão Técnica da CBTKD dando pitacos nos treinos dos atletas e estabelecendo as competições que eles deveriam estar.
Não foi o caso de Guilherme, ano passado. A lesão e a cirurgia deram ao atleta liberdade para se programar: “À medida que fui evoluindo, o ritmo da fisioterapia diminuía dependendo do treino, pois o objetivo era me colocar de volta para treinar”, lembra o atleta, revelando que mesmo no descanso realizava o que alguns treinadores chamam de treinamento invisível. “Acreditamos que o treino fora do tatame é algo mais do que essencial, estudando e analisando lutas e jogos táticos, para que possa enriquecer a mente e, consequentemente, o treino”, assinala.
Porém, para muitos atletas da Seleção, ter seu próprio treinador estabelecendo as metas do ano não é coisa fácil. Isso porque quando passam a integrar a Equipe Brasileira (para o ano todo) e receber recursos públicos em forma de salário, acabam se tornando, de certa forma, reféns das ideias e decisões dos cartolas.
E as dificuldades de nossos atletas não param por aí. Se de um lado a CBTKD tenta, por meio de uma Comissão Técnica, ser a responsável pelos treinamentos dos atletas agraciados com verba pública, do outro, há os dirigentes regionais que também querem dar a sua contribuiçãozinha para atrapalhar um pouquinho.
No caso regional, sob a alegação anacrônica de uma seleção estadual treinando junta, alguns presidentes chegam a obrigar atletas vencedores das etapas estaduais a realizarem treinos organizados pela própria federação. UM CONTRASSENSO.
   Guilherme Félix é mais um brasileiro que vem  reforçar a tese que defendo desde o início deste milênio, cuja premissa é a seguinte: cada atleta de taekwondo é uma seleção que deve ser tratada individualmente.
Sendo assim, a CBTKD nunca deveria se intrometer no trabalho individual que cada um deles realiza, tampouco definir as competições que devem disputar.





quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Guilherme Félix desbanca favoritos e começa a garantir vaga às Olimpíadas do Rio.

Marcus Rezende


O atleta brasileiro Guilherme Félix, da Brazilian Taekwondo Team, equipe treinada por Frederico Mitooka (a direita na foto), deu um grande passo na caminhada até o final de 2015 no intuito de conquistar a vaga dos pesos pesados, para as Olimpíadas do Rio em 2016.

Guilherme (esquerda) com sua equipe  de Piracicaba, a BTT

Guilherme conquistou a medalha de prata no Grand Prix de Taekwondo, ocorrido entre 13 e 15 de Dezembro, em Manchester, na Inglaterra. Ele chegou à final contra o britânico Mohama Cho e só perdeu na prorrogação, depois de uma luta equilibrada que terminou em 2 x 2 no tempo normal. Antes, porém, Guilherme precisou desbancar quatro feras: David Koney (Ghana), Leonardo Basile (Itália), François Coulombe (Canada) e o campeão mundial deste ano, Anthony Obama (Gabão).
Já Guilherme Dias (até 58 kg) caminhou bem ao vencer os dois

primeiros combates. Porém parou no chinês Chen Yang Wei, vencedor neste peso. O mesmo ocorreu com Márcio Wenceslau, da mesma categoria, que estava na parte de baixo da chave. Márcio parou novamente no mexicano Damian Villa.
Julia Vasconcelos (até 67 kg) parou na primeira luta contra a canadense Melissa Pagnota e Diogo Silva na segunda, contra o canadense Maxime Potvin, o qual chegou a final nesta categoria. O brasileiro lutou muito bem, mas o canadense, mais alto, conseguiu segurar o placar em 6x4.
Rafaela Araujo (até 57kg) não foi além da primeira luta. Perdeu da britânica Anna Fisher. As brasileiras Katia Araki e Iris Tang (até 49 Kg), tiveram que se enfrentar na primeira luta. Iris não deu a minima chance a Katia. Foram 4 chutes no rosto e um placar de 12 x 3. Na segunda luta, Iris enfrentou a vencedora do Grand Prix, nesta categoria, a espanhola Brigitte Yague. O placar foi de 4 x 2.

CLASSIFICAÇÃO DO GRAND PRIX

FEMININO

Até 49 Kg

1) Brigitte Yague Enrique (ESP)
2) Sohui Kim (KOR)
3) Zhao Yi Li (CHN)
3) Yasmina Aziez (FRA)

Até 57 Kg

1) Eva Calvo Gomez (ESP)
2) Jade Jones (GBR)
3) Floriane Liborio (FRA)
3) Yuzhuo Hou (CHN)

Até 67 Kg

1) Elin Johansson (SWE)
2) Chia Chia Chuang (TPE)
3) Anastasiia Baryshnikova (RUS)
3) Haby Niare (FRA)

Acima de 67 Kg

1) Olga Ivanova (RUS)
2) Injong Lee (KOR)
3) Reshmie Oogink (NED)
3) Briseida Acosta Balarezo (MEX)

MASCULINO

Até 58 Kg  

1) Chen-Yang Wei (TPE)
2) Taehun Kim (KOR)
3) Damian Alejandro Villa (MEX)
3) Hadi Mostean Loron (IRI) 

Até 68 Kg
1) Alexey Denisenko (RUS)
2) Maxime Potvin (CAN)
3) Behnam Asbaghi (IRI)
3) Mohammad Motamed Bagheri (IRI)

Até 80 Kg

1) Lutalo Muhammad (GBR)
2) Albert Gaun (RUS)
3) Yunus Sari (TUR)
3) Aaron Cook (IOM)

Acima de 80 Kg

1) Mahama Cho (GBR)
2) Guilherme Cezario Felix (BRA)
3) Dongmin Cha (KOR)
3) Anthony Mylann Obame (GAB)


sábado, 30 de novembro de 2013

Natal chegando e a banca examinadora da CBTKD querendo arrecadar o dindim dos faixas pretas mineiros

Natal chegando e, ao que parece, alguns espertos querendo colocar a mão na grana de INCAUTOS faixas pretas (alguns um tanto perdidos) do Estado  de Minas Gerais.
Da forma mais horrenda possível, a CBTKD publicou um comunicado que podemos chamar de ultimato subliminar aos faixas pretas mineiros, para que se apresentem para uma reavaliação sem a qual o atleta estará impedido de se registrar à entidade e competir nacionalmente. Sejamos franco: UMA APELAÇÃO.
Sem um pingo de vergonha deste papel nojento que está se prestando, a entidade nacional faz um chamamento a mestres, professores e atletas para não perderem o que chamam - sem nenhum pudor - de OPORTUNIDADE "para que os mestres, professores e atletas possam se regularizar para participar de todos os eventos oficias promovidos pela CBTKD."
Tratam os faixas pretas de Minas como se fossem praticantes desqualificados e que precisam de uma reavaliação técnica e de um novo exame chancelado pela banca examinadora da CBTKD. Como se a faixa preta dos discípulos do grão-mestre Chang Seon Lim (introdutor do taekwondo naquele estado) de nada valesse. SÃO UNS BRINCALHÕES!!!
Vamos direto ao ponto: a Confederação, espera (quem sabe) que os TOLOS se apresentem e paguem as polpudas taxas de exames aos que vão compor o que eles chamam de BANCA EXAMINADORA.
A reavalição será dentro de um batalhão da polícia militar. Um lugar seguro para poderem dar curso à ignomínia de uma ação totalmente sem propósito e de quebra ainda impedir que filmem ou fotografem o MICO que será este evento.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

STJD da CBTKD absolve Diogo Silva e pune ilegalmente Thiago Simões

Marcus Rezende


E vamos lá de STJD da Confederação Brasileira de Taekwondo.
Em pauta o julgamento dos atletas Diogo Silva e Thiago Simões. Ambos foram acusados pela procuradoria da entidade nacional de incitarem os desportistas ao ódio e à violência. Foram sabatinados e processados.
A decisão demorou mais saiu. O preclaro tribunal da entidade divulgou as sentenças. Para Diogo Silva, a absolvição. Tiveram juízo e perceberam obviamente o tiro no pé que dariam se viessem a prejudicar o principal nome do taekwondo brasileiro. Com a sentença proferida, o maior interessado nesta punição deve ter se lembrado das emblemáticas palavras do ex-técnico da Seleção Brasileira de futebol, Mário Lobo Zagallo, na Copa de 1998: “VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR”.
Todavia, para não perderem a viagem, resolveram disparar contra o atleta Thiago Simões. E de forma descuidada puniram-no com uma pena que não está prescrita em Lei. Mandaram que Tiago pagasse uma multa de R$ 1.500,00, quando a legislação desportiva diz que PENAS PECUNIÁRIAS NÃO SERÃO APLICADAS A ATLETAS NÃO PROFISSIONAIS.  
Falar o quê?

sábado, 16 de novembro de 2013

Seis brasileiros no Grand Prix de Manchester

    Iris Tang, Kátia Arakaki, Júlia Santos, Guilherme Dias, Márcio Wenceslau e Diogo Silva. Estes são os brasileiros que de 13 a 15 Dezembro estarão lutando na Inglaterra, no Grand Prix, por pontos no ranking mundial, visando a vaga Olímpica em 2016.
A Federação Mundial de Taekwondo classificará automaticamente para as Olimpíadas os atletas que até o final de 2015 ficarem entre os seis mais bem posicionados de cada categoria de peso no ranking Olímpico da entidade internacional.
As demais vagas para as Olimpíadas serão preenchidas por meio de seletivas continentais.

Na lista classificatória do ranking da WTF para o Grand Prix, de Manchester, há surpresas. O espanhol Joel Bonilla (bi campeão mundial e medalha de Ouro nas Olimpíadas de Londres) optou pela categoria de cima, até 68 kg, da mesma forma que o coreano Dae Hoon Lee (também bi campeão Mundial, até 63 kg e prata nas Olimpíadas de Londres até 58 kg), abrindo caminho para os brasileiros Guilherme Dias e Márcio Wenceslau na categoria até 58 kg. Ambos agora devem se concentrar em outros atletas como os coreanos Tae Moon Cha, Tae Hun Kim e o Mexicano Damian Villa, enquanto Diogo Silva (que já tinha pela frente o turco louco, Servet Tazegul, o iraniano Mohammad Bagheri e o espanhol José Rosillo,  recebe mais dois cascas grossas do taekwondo mundial em sua categoria.

Lista dos atletas pode ser conferida no site: MasTaekwondo.com