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quarta-feira, 17 de abril de 2013

TIRO NO PÉ


Marcus Rezende

As últimas notícias publicadas no site da CBTKD - informando sobre a nomeação de uma Comissão Temporária para a Administração do Desporto Taekwondo no Estado de Minas Gerais, CTAT-MG, em lugar da Federação original -, deixam o presidente da FTEMG, Chang Seon Lim, e o vice, Marcelino Soares, encurralados e obrigados a tomarem urgentemente uma posição, sob o risco de serem engolidos pela máquina opressora da atual gestão da CBTKD.
O presidente da CBTKD, Carlos Fernandes, nomeou uma comissão para organizar as competições no estado mineiro, bem como organizar exames de faixas naquele estado.
É certo que neste primeiro momento todas as ações objetivando enfraquecer a entidade recém-destituída, não lograrão o êxito pretendido. Porém, se os dirigentes da FTEMG nada fizerem; se ficarem de braços cruzados, esperando que uma decisão mágica caia dos Céus, logo logo, está comissão interventora se tornará realmente a nova federação registrada à confederação e dará curso aos trabalhos da nova entidade, havendo ou não praticantes federados.
Em minha opinião, o que a atual gestão da CBTKD está fazendo é um verdadeiro tiro no pé, pois não há como sustentar tantas desfiliações impunemente. Acredito que os principais nomes do taekwondo mineiro não vão deixar isso barato. Mesmo assim, a demora em mudar o curso deste rumo, pode acabar sendo tarde demais para os destinos dos praticantes de taekwondo deste estado.  

sábado, 6 de abril de 2013

Como crescer com barreiras tão poderosas à frente? O taekwondo brasileiro precisa de gente que entenda do riscado

Marcus Rezende


Fazendo uma análise do quão pouco seriamente e profissionalmente o taekwondo de alto rendimento está sendo praticado no Brasil, cheguei à triste conclusão de que não temos sequer 100 atletas. Esta é realidade do taekwondo competitivo deste país. Quando escrevo quão pouco seriamente, não estou me referindo aos ratos de academia que treinam diariamente de forma desordenada. Refiro-me aos que desenvolvem um trabalho planejado e individualizado.

A CBTKD e as Federações de Taekwondo têm, em minha opinião, a maior parcela de culpa nesta situação. Isso porque sempre quiseram se responsabilizar pela preparação física e técnica dos atletas brasileiros (e ainda teimam em fazê-lo), colocando para escanteio o trabalho dos clubes e de seus respectivos treinadores, os quais acabam desanimando e deixando de lado o papel de inserir dentro da seara competitiva novos talentos para o taekwondo brasileiro.

Vejamos o caso do apoio da Petrobrás, por meio do Instituto Passe de Mágica. A empresa pública apoia com salário os atletas classificados em uma seletiva realizada pela CBTKD. Banca também uma equipe multidisciplinar, a qual tem que passar pelo crivo do presidente da entidade de cuja caneta também são eleitos um seleto grupo de dirigentes de federações formadora da base aliada dele. IMORAL!!!

Aí, o que acontece? Aquele atleta classificado para compor a Seleção Brasileira durante todo o ano em curso, fica no meio de um fogo cruzado. De um lado, o clube, treinador e a equipe multidisciplinar que o treina. Do outro, os treinadores da CBTKD, bancados com dinheiro público e que querem mostrar serviço, mesmo que não sirva para nada.

Tirando de cena os atletas apoiados pela Petrobrás, no bojo do desânimo que vem tomando conta de treinadores e atletas brasileiros, surgem algumas iniciativas como a do Pão de Açúcar que começa a investir na modalidade, dando uma sobrevida ao combalido taekwondo nacional.
Aí, quando a estrutura privada é montada, os cartolas se aproximam e vão pedir a benção (em forma de chantagem subliminar) àqueles que estão por cima da carne seca.

Recentemente o presidente da CBTKD, Carlos Fernandes, esteve reunido com a Comissão Técnica do taekwondo do Pão de Açúcar para pedir o espaço para a Seleção Brasileira treinar. O mesmo fez o presidente da federação de taekwondo de São Paulo, que assumiu o cargo depois que a CBTKD destituiu ilegalmente o anterior, Yeo Jun Kim.

A gente tem que rir, pois chorar não adianta. Tais dirigentes demonstram com esta atitude que não entendem o real papel da entidade que presidem. E não entendem por um motivo simples: devem acreditar que todos os atos que envolvem o taekwondo obrigatoriamente precisam passar por eles. Parece não aceitar que clubes e outras instituições possam desenvolver um trabalho independente e que os treinadores destes grupos sejam mais bem preparados do que os eleitos para desenvolver um trabalho coletivo em esporte que precisa necessariamente ser individualizado.

Além do pouco conhecimento do real papel frente às responsabilidades que lhe são inerentes, falta humildade e sobra soberba a estes pseudos-dirigentes. Não entendem de esporte e continuam copiando o legado coreano dos anos de 1970.      

segunda-feira, 25 de março de 2013

Fora do sistema, CRITICA; dentro, SE APROVEITA


Marcus Rezende

A CBTKD anuncia que haverá um segundo exame para faixas pretas no estado de São Paulo promovido pela recém-fundada federação que foi levada a oficial, no lugar da anterior (FETESP), destituída pela confederação.
Porém, houve um primeiro exame há pouco tempo na mesma cidade. Foram sete gatos pingados examinados, mesmo a um convite feito a todo o Estado de São Paulo, o que demonstrou o real fracasso de um evento que continuam tentando implementar, no intuito único de auferirem grana alheia, com a capa indisfarçável de uma legalidade administrativa.
Aproveitam-se da subliminar chantagem, por estarem de posse de uma entidade de administração, e deixam nas entrelinhas que qualquer exame fora daquele dojan não será apoiado pela federação posta no poder, tampouco pela CBTKD.
Acrescento ainda que a mesma coisa faz a maioria dos presidentes de federação por este Brasil afora. O próprio Yeo Jun Kim, presidente da destituíd FETESP, continua organizando os exames pela entidade e impondo aos incautos faixas pretas de São Paulo a banca examinadora escolhida por ele. 
 Respeito o grão-mestre e me solidarizo ao golpe ilegal que sofreu. Mas, em minha opinião, em se tratando de exames de faixa, a postura dele também é abominável.
A CBTKD também anunciou um exame desse tipo no Rio de Janeiro. É a senha para que os professores e mestres deste estado também se sintam obrigados a levar seus faixas pretas para serem examinados por uma banca que ainda não foi divulgada.
Simplesmente desconsideram qualquer tipo de vínculo que possa existir entre os faixas pretas e postulantes ao primeiro dan com seus respectivos mestres.
Alguém tem dúvidas de que será um fracasso? Eu não tenho. Somente um professor ou mestre desprovido de autoestima e conhecimento lógico de um direito inerente entregará seus discípulos a uma banca composta por outros mestres que ele não esteja afetivamente ligado.
Na verdade, pior que professores subservientes e mestres medrosos, que não sabem como se postar perante tal situação, é a postura daqueles que se aproveitam da oportunidade de se dar bem e que aceitam fazer parte do jogo sujo, injusto e imoral perante a história de uma luta travada ao longo de tantos anos para dar autonomia aos mestres deste país de poderem examinar seus próprios alunos.
E com a velocidade da internet e das redes sociais, vamos acompanhando quem é quem dentro da atual conjuntura política do taekwondo nacional.

sábado, 23 de março de 2013

Continuam teimando em juntar o Sub 21 com Juvenil e Adulto


Marcus Rezende

No início do ano, li no site da CBTKD que o departamento técnico havia resolvido estabelecer que atletas a partir de 16 anos poderiam lutar na categoria Sub 21. Pensei comigo: até que em fim; uma dedução óbvia.
Venho falando isso desde a implantação da ideia desta nova categoria, pois o que se pretende com o Sub 21 é descobrir aquele atleta em potencial para investimento a médio e longo prazo.
Todavia, erram quando continuam teimando em realizar as competições desta categoria na mesma data da adulta e juvenil. É impressionante!!! Impedem que jovens de 16 a 20 se testem com os que estão acima desta idade.
Vou comentar de novo pra ver se essa turma toma jeito e faz a coisa de forma lógica. Onde houver competição da categoria Adulto (entre os faixas pretas), não é producente pôr a Sub21 e a Juvenil. Isso por uma dedução óbvia: há atletas com 16 ou 17 anos explodindo e que, em muitas ocasiões, surpreendem atletas com mais de 21 anos. Nem por isso deixam de lutar também na Juvenil, muito menos na Sub21.
Aí vão dizer: precisamos aproveitar a logística da competição.
Por favor, uma economia burra, me desculpem...Vamos tratar as coisas de forma mais séria.
Quando se separa estes atletas em uma mesma competição por meio destas 3 categorias, sendo que poderiam lutar em uma única, torna-se muito mais complicado descobrir quem realmente se pode apostar. Além disso, tira-se a oportunidade destes atletas mais jovens se defrontarem com alguns renomados e experientes atletas. Só mesmo no taekwondo para entenderem que um jovem de 20 anos deve lutar fora da categoria adulto.
A competição Sub 21 precisa ser realizada de forma separada. No máximo em conjunto com os Cadetes e os Masters. Assim também na categoria juvenil. Todavia, os dirigentes do nosso taekwondo parecem não raciocinar e querem dividir tudo em um mesmo evento.
E dessa forma, os erros desportivos dentro desta entidade se perpetuam. A famigerada Seleção formada para o ano todo completa 11 anos sem resultados significativos, em vista dos investimentos empregados. Não vamos falar aqui de Natália, Diogo ou Márcio Wenceslau, atletas forjados em época de vacas magras. Estes não contam. E nem vamos ficar enaltecendo conquistas sul-americanas ou pan-americanas, pois elas sempre ocorreram antes do dinheiro público jorrar... A verdade tem de ser dita: o taekwondo brasileiro, depois que este sistema foi implantado, caiu drasticamente.
Quanto ao Sub21, vamos ver quanto tempo vão demorar com a mesma teimosia.

terça-feira, 19 de março de 2013

A quem serve as federações de taekwondo


Marcus Rezende

Cá pra mim, sempre fui da opinião de que para o esporte brasileiro, federação estadual de nada serve; ou melhor, em muitos casos, serve mesmo para atrasar a vida desportiva dos atletas.
Seria muito mais producente se, registrada às confederações, estivessem apenas os clubes, as associações ou entidades constituídas ligadas diretamente aos praticantes e atletas. O esporte do Brasil seria outro.
No entanto, o que vale é a lei desportiva atual do país. Infelizmente, ela dá aos presidentes das federações estaduais o poder de escolher os presidentes das confederações. E é por isso que o esporte do país está em frangalhos e sem perspectiva alguma de mudança.
No caso do taekwondo, a coisa é pior. Quem parece mandar em tudo é apenas uma pessoa. O próprio presidente recém-eleito no início deste mês para um mandato de quatro anos. Desde que Carlos Fernandes assumiu à entidade nacional de forma provisória em 2011, vem conseguindo eliminar todas as federações contrárias aos seus atos. Assim foi com Rio de Janeiro (caso atípico, pois a entidade carioca era presidida por quem ele colocou lá), Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo e agora Minas Gerais.
Entre todas, o caso da desfiliação da FTEMG é a mais absurda. Simplesmente não existe motivo para a desfiliação dela. A federação de Minas é considerada a entidade mais organizada do Brasil, assim mesmo, Fernandes reuniu o colégio eleitoral em AGE e meio que intimou que seus presidentes aprovassem a desfiliação da FTEMG. E... aiiiii de quem não obedecer... Ousem contrariar o Rei...
Desfiliaram a FTEMG baseados em quê? No simples fato de o vice-presidente da entidade mineira, Marcelino Barros, levar à mídias as denúncias sobre a auditoria das contas de 2011/2012? Porém, recentemente não foi o próprio presidente da CBTKD quem reconheceu que o auditor não era pessoa competente para realizar as tais auditorias?
Quem na verdade teria de ser destituído do cargo por improbidade administrativa,então, era o presidente da CBTKD, se as coisas por aqui fossem sérias.